Ombro Doloroso
Tudo sobre a Dor no Ombro

Ombro Doloroso - Tratamento

07 de Julho de 2007 by OmbroDoloroso.com

Na tendinite pode ser feita a aplicação de uma bolsa de gelo ou um saco plástico contendo gelo esmagado ou picado (que se ajusta aos contornos do pé melhor que o gelo em cubos) sobre a parte lesada, com uma toalha entre ele e a pele, durante dez minutos. Pode ser feito um enfiamento frouxo com uma faixa elástica em torno da bolsa ou do saco de gelo e da parte lesada.

A parte lesada é mantida elevada, mas o gelo é removido por dez minutos e, em seguida, é reaplicado por mais dez minutos ao longo de um período de uma hora a uma hora e meia Esse processo pode ser repetido várias vezes durante as primeiras 24 horas. O gelo reduz a dor e o edema de várias maneiras. A parte lesada aumenta de volume porque ocorre escape de líquido dos vasos sanguíneos. Ao provocar a contracção dos vasos sanguíneos, o frio reduz a tendência ao escape e, consequentemente, restringe a quantidade de líquido e o edema na área lesada. A diminuição da temperatura da pele sobre a lesão pode reduzir a dor e os espasmos musculares.

O frio também limita a destruição dos tecidos através do desacelarar dos processos celulares. Entretanto, a aplicação de gelo durante muito tempo pode lesar produzir lesão tissular. A pele reage de forma reflexa quanto ela atinge uma temperatura baixa (em torno de 15 °C) provocando uma dilatação dos vasos sanguíneos da região. A pele torna-se vermelha, quente e pode doer. Geralmente, esses efeitos ocorrem 9 a 16 minutos após a aplicação de gelo, desaparecendo aproximadamente 4 a 8 minutos após o gelo ser removido. Por essa razão, o gelo deve ser removido quando esses efeitos ocorrerem ou após 10 minutos, mas ele pode ser reaplicado após um intervalo de 10 minutos.

Nos casos crónicos as injecções de corticosteróides em uma região lesada ou no tecido circunjacente aliviam a dor, reduzem o edema e, em alguns casos, podem ser um adjuvante útil ao repouso. No entanto, essas injecções podem retardar a cura, aumentam o risco de lesões tendinosas e cartilaginosas e permitem que o indivíduo use uma articulação lesada antes que ela esteja totalmente curada e pode agravar a lesão. Além dos exercícios propriamente ditos, os fisioterapeutas podem adicionar o calor, o frio, a electroterapia, ultra sons, a tracção ou os exercícios na água ao plano terapêutico.

A duração da fisioterapia dependerá da gravidade e da complexidade da lesão. A actividade ou o desporto responsável pela lesão deve ser evitado até a sua cura. A práctica de actividades substitutas que não sobrecarreguem a parte lesada é preferível à abstenção de todas as actividades físicas, pois a inactividade completa faz com que os músculos percam massa, força e resistência. Por exemplo, uma semana de repouso exige pelo menos duas semanas de exercício para que o indivíduo retorne ao nível de condicionamento que ele apresentava antes da lesão.

As actividades substitutas incluem o ciclismo, a natação e o remo, quando a lesão for localizada na perna ou no pé; a corrida sem sair do lugar ou preso a uma correia, a natação e o remo, quando a lesão for localizada na coxa; o ciclismo e a natação, quando a lesão for na região lombar; e a corrida (jogging), a patinação, quando a lesão for no ombro ou no membro superior.